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© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #1 - Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão 61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #1
Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão
61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #2 - Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão 61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #2
Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão
61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #3 - Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão 61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #3
Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão
61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #4 - Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão 61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #4
Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão
61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #5 - Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão 61 x 30 cm
© José Luís Neto, Mask Open, Vario Mask #5
Impressão jato de tinta de pigmento s/ papel de algodão
61 x 30 cm

Mask Open



Acervo

R. Serpa Pinto 2, 1200-445 Lisboa


Inauguração → 15 . 10 . 2026 → 18h30


15 . 10 . 2026 → 14 . 11 . 2026


2ª feira - sábado → 14h00 – 19h00

Artista

José Luís Neto

Na história da fotografia, o branco ocupa uma posição estruturalmente ambígua.

Embora constitua uma condição de possibilidade da imagem - enquanto suporte, margem, reserva luminosa ou fundo - raramente é admitido como conteúdo autónomo da representação. No interior da imagem fotográfica, o branco tende a ser regulado, compensado ou reinscrito como valor tonal. Neste sentido, a evolução técnica da fotografia pode ser entendida, em larga medida, como um esforço de preservação da diferenciação tonal face à possibilidade da sua indiferenciação luminosa. O branco absoluto foi, assim, progressivamente remetido para fora do campo da imagem, permanecendo associado aos seus limites materiais ou às zonas consideradas excedentárias da representação, como a margem, a sobre-exposição ou a ausência de inscrição.

Este trabalho, “Mask Open”, parte dessa condição de exclusão e propõe o deslocamento do branco para o interior do campo fotográfico. Através da interação entre a luz emitida por uma caixa de luz e a luz refletida por uma folha branca de papel fotográfico, a obra constrói um espaço de suspensão visual, momentaneamente afastado da proliferação imagética do mundo exterior. Nesse intervalo - entre emissão e reflexão, entre presença e aparente vazio - o branco deixa de operar como ausência, limite ou excedente técnico, afirmando-se como matéria ativa da experiência fotográfica.

“Mask Open” propõe, assim, uma pausa percetiva no interior da linguagem fotográfica: um momento em que a imagem se recolhe da representação para se confrontar com as suas próprias condições de possibilidade.

José Luís Neto


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