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© HEIDI PIIROINEN, In Case of Loss / (then I would like to sing)
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© HEIDI PIIROINEN, In Case of Loss / (then I would like to sing)
© HEIDI PIIROINEN, In Case of Loss / (then I would like to sing)

In Case of Loss / (then I would like to sing)



Mitra - Pólo de Inovação Social / Pavilhão I

Beco da Mitra, 1950-051 Lisboa


10 . 10 . 2026 → 15 . 11 . 2026


5ª feira - domingo → 14h30 – 18h30

Artista

Heidi Piiroinen

In Case of Loss / sitten haluaisin laulaa é uma obra multidisciplinar que explora experiências de amor e saudade, bem como de invisibilidade, desconexão, raiva e fúria — tanto no interior de cada um como na relação com os outros. A obra assenta num processo profundamente pessoal, ao mesmo tempo que se alimenta de encontros e experiências partilhadas recolhidas ao longo do percurso. No âmago deste projeto está uma viagem de perda e reencontro do eu, motivada por um desejo de ligação.

O ponto de partida da obra é a expressão “em caso de perda”, habitualmente escrita na primeira página de cadernos onde são dadas instruções para a sua devolução em caso de extravio. Em termos materiais, o projeto baseia-se no ritual de mordançage — uma técnica que “ataca” fisicamente a película de 16 mm. Este processo corrosivo faz com que a emulsão se desprenda e se distorça, deixando vestígios fantasmagóricos de imagens anteriores — um eco visual da forma como as memórias e as identidades são corroídas e transformadas pelo trauma e pelo tempo.

Desenvolvida em colaboração com a Maria Akatemia e a Liga Mannerheim para o Bem-Estar Infantil, organizações que apoiam mulheres a braços com conflitos interiores e experiências de violência (tanto sofrida como exercida), a obra inclui materiais provenientes de oficinas de escrita em que os participantes refletem em conjunto sobre a dificuldade de estabelecer limites, a supressão da raiva e o peso do trauma transgeracional. A obra reflete sobre a raiva das mulheres enquanto tema socialmente sensível e frequentemente silenciado, examinando as estruturas e atitudes que moldam a forma como é vivida e expressa. Considera também como a raiva se funde e confunde com a vergonha, a culpa, a tristeza e a solidão, e como pode ser difícil reconhecer e acolher estes estados emocionais em si próprio.



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