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© Miguel Rodrigues, Carpe Diem, Houdini Is Not Dead
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Carpe Diem, Houdini Is Not Dead



Espaço D'Alte

Rua de São Lázaro 154, 1150-334 Lisboa


Inauguração → 23 . 10 . 2026 → 18h00


23 . 10 . 2026 → 01 . 11 . 2026


2ª feira - sábado → 10h00 – 19h00

Artista

Miguel Rodrigues

Carpe Diem, Houdini Is Not Dead é uma instalação multimédia construída a partir da memória das deslocações pendulares que realizei, em 2008, ao longo do troço da Estrada Nacional 10 entre Sacavém e Vila Franca de Xira, e da tentativa de as mapear fotograficamente. Reúne séries fotográficas, imagens-objeto, elementos escultóricos, cadernos, um livro-objeto, um dispositivo digital em fluxo e imagem em movimento. As fotografias são sequenciadas, impressas, expostas, retiradas, marcadas, dobradas e novamente fotografadas. Passam do plano ao volume, regressam ao plano e acumulam os sinais da sua circulação. A dobra, a sobreposição, a refotografia, o movimento e a duração colocam as duas dimensões da imagem em relação com o espaço e o tempo vividos. O trabalho explora a poética do vestígio como um espaço aberto pela repetição de uma pergunta para a qual as formas clássicas do documento e da paisagem não encontram resposta: o que acontece quando a documentação de uma rotina já não consegue restituir a repetição performativa que a sustém? Na duração do vivido, cada repetição volta a ligar corpo, espaço e tempo; na representação, essa continuidade regressa separada em fragmentos. Esta tensão não se resolve através da construção de um documento mais completo nem da recomposição de uma paisagem total. A experiência da presença é trazida para a constituição do espaço expositivo, promovendo, através do movimento, um contacto entre as experiências do espaço percebido e do espaço representado. O público reencontra assim a repetição, religando aquilo que as imagens fragmentaram. A compreensão do trabalho exige, por isso, uma perceção de si: atenção à posição do corpo, aos seus deslocamentos, à duração e às mudanças da própria perceção.


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