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© PAULO SIMÃO, Erased
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Erased



Galeria de Santa Maria Maior

R. da Madalena 147, 1100-319 Lisboa


14 . 10 . 2026 → 07 . 11 . 2026


2ª feira - sábado → 15h00 – 20h00

Artista

Paulo Simão

Erased (Apagado) não é um olhar para o passado, mas para o futuro! Em Erased, Paulo Simão evoca Erased de Kooning Drawing, de Robert Rauschenberg. Ao manipular um conjunto de imagens da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, Simão recontextualiza o arquivo e desenvolve uma série que nos convida a considerar uma miríade de questões e reflexões.

Tal como Rauschenberg, ao acrescentar um subtítulo à imagem fotográfica, Paulo Simão assume que apagou para revelar, retirou para acrescentar, e que aquilo que aparentemente foi censurado nunca deixou de estar presente. Com a sua intervenção, Simão cria uma espécie de monumento anti-evocativo e, ao isolar o plinto, abre uma nova perspetiva e abordagem à obra artística; além disso, enfatiza a importância que o artista, a obra de arte e, neste projeto em particular, a obra de arte pública rememorativa, assumem ao validar determinados valores, conhecimentos, acontecimentos históricos ou memórias coletivas.

Este tipo de catálogo, que nos remete para o universo fotográfico de Bernd e Hilla Becher, começa a revelar as linhas vermelhas, ocultas por pixéis que já não estão presentes ou que foram acrescentados como resultado das possibilidades tecnológicas atuais.

Quatro anos após a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, começamos a perceber as questões que Simão pretende abordar. Precisamos de novos monumentos e de novas formas de celebração? O que fazer com os monumentos existentes no espaço público, que evocam e celebram acontecimentos históricos anacrónicos e que colidem com uma visão contemporânea e humanista da sociedade? Como lidam as democracias com o seu passado colonial e imperial? Qual é o papel das escolas, dos educadores, dos agentes culturais e dos meios de comunicação social na sociedade atual? Por fim, Simão convida-nos a refletir sobre a dificuldade dos atores políticos de se aproximarem dos cidadãos, num mundo com cada vez menos mediação, e sobre a forma como a desinformação constitui o ambiente perfeito para o crescimento do populismo.



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