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© RAISAN HAMEED, Zer-srtörung
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Zer-srtörung



Galeria de Santa Maria Maior

R. da Madalena 147, 1100-319 Lisboa


14 . 10 . 2026 → 07 . 11 . 2026


2ª feira - sábado → 15h00 – 20h00

Artista

Raisan Hameed

Raisan Hameed (*1991, Mossul, Iraque) é um artista multimédia Iraquiano-Alemão a viver em Leipzig. Completou o Diploma em Fotografia e mais tarde o seu Mestrado com a Prof. Tina Bara na Academia de Belas Artes de Leipzig. Trabalha com fotografia, vídeo e instalação, explorando a memória, exilio, e a circulação de imagens pós-conflito.

Exposições individuais recentes incluem After Image na Galerie Glaskasten, Chemnitz (2025–2026) e Embers of Narratives na GfZK Leipzig (2025). O seu trabalho também foi exposto em exposições coletivas, tais como EMOP Luxemburgo, Mois européen de la photographie Rethinking Photography at Arendt House and Rethinking Photography: Presence/Absence, Visible/Invisible at Cercle Cité, Luxemburgo (2025), EMOP Berlin Europäischer Monat der Fotografie : was zwischen uns steht na Akademie der Künste, Berlin (2025) e EXPEDITION WELTMEERE na Bundeskunsthalle Bonn (2025–2026). Participou em vários eventos internacionais incluindo o PhMuseum Days, Bologna (2024), Paris Photo (2023) e ANGELICA International Film Festival, Los Angeles (2023). Foi nomeado para o Prémio EMOP Arendt (2025).

Hameed continua a examinar a fragilidade das narrativas e a forma como as histórias são mediadas através de imagens e arquivos, estabelecendo-se como uma voz distintiva na fotografia contemporânea e na prática multimédia.

Zer-srtörung, 2022 - presente

Estas fotografias de família foram danificadas numa das guerras que teve lugar no Iraque em 2003, caíram da parede onde estavam penduradas e o vidro arrancou camadas da fotografia. A minha família guardou estas fotografias numa pequena e muitos anos mais tarde eu fiquei com elas.

Zer-Störung conta a história de diferentes períodos em Mossul – a cidade natal do artista. O ponto de partida para este projeto foi o material fotográfico do arquivo familiar de Hameed. Como veículos da memória, estas imagens têm camadas visíveis e invisíveis; uma observação já expressa no título. Um jogo de palavras, a tradução de „Zerstörung“ para inglês é „destruction“ (destruição), descrevendo os estragos brutais que o ser humano inflige sobre o mundo, o seu ambiente e sobre os outros. „Störung“, por seu turno, traduz-se por „irritation“ (irritação) – um termo que Hameed liga à impermanência das coisas. O artista usa a abstração como uma estratégia para desconstruir a função original das imagens, alterando o modo como são lidas. Ao focar-se na materialidade das imagens, em Zer-Störung, as observações e o seu contexto político alteram-se. Tornam-se uma documentação metafórica do passado, presente e futuro. O processo possibilita o abrir de portas, a negociação, a reflexão e a troca.



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